Condropatia Patelar

 

          A condropatia  patelar   é  também   conhecida    como   condromalácia    ou síndrome femoropatelar, são termos aplicados à perda de cartilagem da patela.

 

       Deriva-se de “condro=cartilagem, patia=patologia (doença na cartilagem)” é caracterizado pelo amolecimento ou desgaste da cartilagem que reveste a patela causando um processo inflamatório na articulação.

 

       Sua incidência é muito alta na população, aumenta conforme a idade e pode acometer em ambos os sexos. Porém, é mais comum em mulheres devido a predisposição física, por conta da anatomia da pelve, pois as mulheres possuem a pelve mais larga e o ângulo Q aumentado quando comparada aos homens, e em indivíduos com excesso de peso. A causa ainda permanece desconhecida, mas alguns estudos relatam estar ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no desgaste e amolecimento da cartilagem envolvida.

 

      Os sintomas são de dor na região anterior do joelho, mais precisamente na região retropatelar (por trás da patela), ou na fossa poplítea (parte de trás do joelho), apresenta crepitação (estalos no joelho), falseio no joelho ao caminhar, edema, podendo evoluir para uma rigidez e até limitações articulares.

 

      Pode atingir pessoas de todas as idades que praticam de forma inadequada atividades como musculação, corrida, bicicleta, que sobem e descem escadas frequentemente, e que permaneçam com os joelhos flexionados por um longo período de tempo. Quando estas atividades são realizadas em excesso o indivíduo apresenta uma maior predisposição à lesões no joelho.

 

       Outros fatores que contribuem para o surgimento da condropatia patelar são: desequilíbrio muscular, atividade de impacto, encurtamento muscular, predisposição biomecânica, instabilidade, trauma direto, fratura patelar, subluxação patelar, mau alinhamento pós traumático, lesão de ligamento cruzado posterior, e aumento do ângulo quadríceps (ângulo Q). 

 

   O surgimento da condropatia patelar, ocasiona primeiramente um processo inflamatório na articulação femoropatelar, e com a persistência dos agentes causadores a cartilagem vai se desgastando até chegar o contato de osso com osso (artrose).

 

      O amolecimento anormal da cartilagem da patela pode evoluir para a quebra de sua integridade (rachaduras) e perda de substância (falhas), que leva a sobrecarga na patela pois a mesma deixa de deslizar adequadamente e se desloca para um dos lados e, dessa forma, choca-se contra tróclea, aumentando o atrito, e consequentemente contribuindo para lesões, devido a agressão do osso subcondral.

 

    A condropatia  patelar é classificada em graus de acordo com a progressão do amolecimento e desgaste da cartilagem. Quando dobramos nossos joelhos, há um aumento da pressão entre a patela e os vários pontos de contato com o fêmur. O uso excessivo acaba aumentando essa pressão, promovendo o desgaste contínuo da cartilagem. De acordo com a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem quarto graus de condropatia patelar:

 

Grau I    -  amolecimento da cartilagem e edemas;

Grau II   -  fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetros <1,3 cm diâmetro;

Grau III  -  fragmentação ou fissuras com diâmetros >1,3 cm;

Grau IV -  erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral. 

 

    O tratamento da condropatia patelar é conservador, através de medicação e Fisioterapia. Antes de iniciar a Fisioterapia é necessário saber qual o grau da lesão que o indivíduo apresenta para poder traçar o plano de reabilitação mais eficaz para cada caso, levando em consideração a queixa funcional e as limitações de cada indivíduo.

 

      A Fisioterapia visa cessar a dor e o processo inflamatório local, melhorar o deslizamento da patela sobre o sulco troclear no fêmur, promover o ganho da amplitude articular, flexibilidade e força muscular, estabilizar a articulação, dar consciência corporal e dar suporte para o retorno as suas atividades diárias seja esportivas ou não.

 

     Devem ser incluídos na Fisioterapia os aparelhos de eletrotermofototerapia para os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, exercícios de alongamentos e fortalecimento muscular, mobilização articular, trabalho de propriocepção e equilíbrio. Pode ser adicionado ao tratamento técnicas coadjuvantes que complementam o tratamento supra citado, como a bandagem elástica, liberação miofascial instrumental ou manual e dry needling (agulhamento a seco).

 

      É importante  salientar que os exercícios de um modo geral, para todos os graus, devem ser iniciados leves e de baixo impacto, o nível de dificuldade deve ser aumentado gradativamente de acordo com a limitação de cada indivíduo, e sempre olhando para o mesmo de forma global e humanizada.

Quer saber mais sobre a condropatia patelar? Você sente alguns desses sintomas?

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